home CÉSAR CAMARGO MARIANO
 
 
Cesar começou a tocar piano de ouvido aos treze anos de idade.. Nove meses depois, toca com a trombonista americana, Melba Liston, no seu concerto em um Clube de Jazz do Rio de Janeiro. 
Em seguida, é chamado para se apresentar, pela primeira vez, na rádio Globo do Rio, onde é  apresentado como "O menino-prodígio que toca jazz". 
Neste mesmo ano, conhece Johnny Alf. Pela grande amizade e o carinho com a família de Cesar, Johnny passa a morar em sua casa e Cesar conhece de perto os segredos do arranjo, da composição e a arte do cinema e do teatro, graças aos incentivos de Johnny. Inicia com seu pai, professor de música, uma fase para aprender na teoria, aquilo que fazia e ouvia. Foram meses de tentativas frustradas. Segue, então, tocando de 
ouvido, formando grupos amadores instrumentais e vocais, quando é convidado pela TV Record de São Paulo, para participar do programa "Passaporte para o 
Estrelato". 
Por causa de seu estilo (altamente influenciado por Nat), Cesar, apesar de ter somente quinze anos, é contratado para fazer o "double" de Nat, em comerciais na TV Record ao vivo, das chamadas dos shows. Para uma aparição mais convincente, Cesar tem suas mãos e braços pintados de preto. Quando assiste os comerciais na TV, Mr. Cole fica muito impressionado com a performance daquele menino, e manda convida-lo para um de seus shows. Cesar, mesmo acompanhado de seu pai, é barrado por ser menor de idade e nunca mais tem a chance de encontrar Nat.
É chamado por William Furneaux para um teste em sua orquestra. Apesar de não saber ler música, é aceito por Furneaux, fazendo bailes três a quatro dias por
semana. E assim, antes de completar dezesseis anos, torna-se Músico Profissional.
Nesta época, ainda estuda e trabalha em banco. Monta um quarteto com Theo de Barros (baixo), Flavio Abbatepietro (trompete) e José Luis Schiavo (bateria),
para tocar em clubes e festas de São Paulo.
Quando o maestro, arranjador e band-leader Enrico Simonetti ouve o quarteto, convida Cesar a formar um grupo maior, para um projeto de 160 bailes para aquele
ano (1962). Cesar monta o que vem a se tornar o mais importante grupo de baile do Brasil, "Três Américas". Com este grupo, trabalha durante três anos,
adquirindo experiência com arranjos e a arte de acompanhar cantores da música popular internacional e brasileira.
Montou um sexteto "Dixie", para tocar no Club Escandinavo, formado por musicos amadores que mais tarde se tornaria o "Sao Paulo Dixieland Band".
Durante este período também é chamado para tocar na "A Baiúca", importante casa de jazz e música brasileira de São Paulo. É o início do movimento cultural mais
importante do Brasil, a "Bossa-Nova". O "Quarteto Sabá", Sabá Oliveira (Baixo), Hamilton Pitorre (bateria), Theo de Barros (guitarra) e Cesar (piano) passa a ser,
durante vários anos, a principal atração.
Ainda em 62, convidado pela gravadora Mocambo/RGE, produz e faz os arranjos do álbum de Claudete Soares ("Claudete é Dona da Bossa") e, em seguida, pela
mesma gravadora, grava seu primeiro álbum com o "Quarteto Sabá".
Participa de vários e importantes acontecimentos culturais e firma-se como importante arranjador e pianista da Bossa-Nova.
Com Airto Moreira e Humberto Clayber forma o "Sambalanço Trio" e inauguram o novo clube de espetáculos em São Paulo, "João Sebastião Bar", que passa a
ser o "Templo da Bossa-Nova".
Alguns meses depois, nesse mesmo clube, encontra-se com o americano Lennie Dale, coreógrafo, dançarino e cantor, recém-chegado dos Estados Unidos, e,
juntamente com o diretor e escritor de teatro Solano Ribeiro, montam o primeiro espetáculo-show para teatro. Consagrado pela crítica e pelo público, ficam em
cartaz oito meses em São Paulo e oito meses no Rio de Janeiro. Gravam um álbum do show, "Lennie Dale & Sambalanço Trio no Zum-Zum" e recebem o prêmio
"Jornal do Brasil" de melhor álbum e melhor show.
Em 1967, faz sua primeira experiência com Full Orchestra. Apesar de não conhecer orquestração, sozinho ele pesquisa e escreve doze arranjos para o álbum de
Marisa Gata Mansa.
Forma o "Som Três", com Toninho Pinheiro (bateria) e Sabá Oliveira (baixo) , o grupo base do  trabalho com Simonal, e assina um contrato de músico e arranjador com a TV Record.
Em 1969, participa do "Festival das Artes Negras", no Senegal, África, com a cantora Elizeth Cardoso e o "Som Três".
Começa a sua carreira de arranjador e produtor, trabalhando com vários artistas da MPB, como Chico Buarque, Elizeth Cardoso, Edu Lobo, entre outros.
Participa como jurado nos aclamados festivais da TV Record.
Em 1971, é chamado por Elis Regina para dirigir, produzir e fazer os arranjos de seu novo show e álbum, "Elis".
Para este trabalho, Cesar monta um novo quarteto com Luisão Maia (baixo), Helio Delmiro (guitarra) e Paulinho Braga (bateria).
Este se torna seu primeiro trabalho de uma série de catorze álbuns com Elis Regina. Durante esta década, dedica-se basicamente ao trabalho de Elis.
Produz, arranja e dirige grandes espetáculos da cantora no Brasil e no exterior, como "Falso Brilhante" (um ano e meio em cartaz no Teatro Bandeirantes SP),
"Transversal do Tempo" (dois anos em tournée pelo país), "Saudade do Brasil" (seis meses no Canecão-Rio), e vários concertos internacionais, entre eles
"Montreux Jazz Festival", "Switzerland Jazz Festival", "Live Under the Sky", e mais de catorze álbuns, dos quais vários considerados históricos ("Elis & Tom").
Em 1978, Cesar produz e dirige o seu primeiro espetáculo de Música Instrumental, e o primeiro no gênero no Brasil: "São Paulo Brasil", que fica em cartaz dois
meses no Teatro Bandeirantes SP, com Nathan Marques (guitarra), Wilson Gomes (baixo), Crispin Del Cistia (guitarra), Dudu Portes (bateria e percussão).
Nesta mesma década, especializa-se em música para publicidade, cinema e teatro. Recebe oito "Clios", o "Oscar" da publicidade, e ganha vários prêmios da
Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) como músico, compositor, arranjador e produtor na área de discos e shows.
Em 1980, basicamente com a mesma banda e alguns músicos convidados, grava seu décimo terceiro álbum instrumental para EMI-Odeon; "Cesar C. Mariano &
Cia." Durante as gravações, recebe a visita de um dos principais diretores de cinema do Brasil, Arnaldo Jabor, que o convida para compor e gravar a trilha de seu
filme "Eu Te Amo".
Logo após ter produzido e arranjado o que veio a ser o último álbum de Elis ("Vento de Maio") para a EMI-Odeon, Cesar convida seu grande amigo e parceiro
Helio Delmiro para gravarem o álbum "Samambaia", dueto de piano e violão, que vem a ser consagrado pela crítica e pelos músicos de todo o mundo.
Interessado em desenvolver mais sua técnica como pianista, Cesar começa a fazer concertos-solo de piano pelo Brasil e América do Sul, ao mesmo tempo em que
continua seu trabalho como arranjador e produtor para os principais cantores da MBP como Gal Costa, Maria Bethânia, Simone, Rita Lee, entre outros.
"A Cesar.....", especial sobre a vida de Cesar, dirigido por Solano Ribeiro e veiculado pela TV Manchete, ganha o prêmio "Tucano de Ouro" no Fest-Rio.
Juntamente com Wagner Tiso, Cesar grava o álbum "Todas as Teclas", numa primeira experiência somente com teclados eletrônicos.
Com Nelson Ayres (piano e teclados), Crispin DelCistia (teclados), Azael Rodrigues, (bateria) e  João Parahyba (percussão), Cesar cria o espetáculo de música instrumental, "Prisma", que  estréia no Teatro Bandeirantes, em São Paulo (1985), sua segunda experiência
com  computadores, teclados e equipamentos digitais, desta vez usados ao vivo. Originalmente criado  para permanecer duas semanas em cartaz, permanece dois meses com um incrível sucesso de  bilheteria.
Em setembro de 1985, é contratado pela TV Globo para dirigir o "Festival dos Festivais", que teve como objetivo lançar novos talentos. Entre eles, revelou-se a
cantora Leila Pinheiro.
Em 1988, assina contrato com a Sony-Brasil e monta o espetáculo de música instrumental: "Ponte das Estrelas".  Gravado ao vivo em 48 canais, com Dino Vicente (teclados), Luisão Maya e Pedro Ivo (baixo), Azael Rodrigues (bateria), João Parahyba (percussão) e Pique
Riverte (sax e flauta).
Assina contrato com a TV Manchete do Rio de Janeiro para conduzir semanalmente o programa "Um Toque de Classe", mostrando o melhor da música brasileira.
Ainda no mesmo ano, grava mais um álbum solo: "Mitos", basicamente com teclados e músicos convidados como: Ivan Lins, Heitor TP, Nico Assumpção, entre
outros. A partir da idéia musical e da sonoridade deste álbum, Cesar cria a trilha sonora da novela "Mandala", da TV Globo.
Faz a direção musical, trilha e os arranjos para o musical "A Estrela D'Alva", sobre a vida de uma das mais importantes cantoras do Brasil, Dalva de Oliveira.
Num dueto com seu amigo, compositor, cantor e guitarrista  João Bosco, apresenta-se no "Montreux Jazz Festival".
Prepara um trio acústico com Helio Delmiro (guitarra acústica) e Paulo Moura (clarinete), e faz uma tournée de dez concertos na Espanha.
Durante os concertos na Espanha, Cesar encontra Leny Andrade e surge a idéia do dueto - piano e voz. Um ano depois, gravam juntos o álbum "Nós", produzido
por Cesar.
A TV Cultura de São Paulo faz uma homenagem a Cesar e prepara um especial dirigido por Alberto Rushel, convidando a maioria dos cantores, compositores e
músicos brasileiros com quem Cesar trabalhou durante sua carreira.
Cesar participou, dirigiu e comandou vários outros programas de TV, nas duas últimas décadas: "Cesar e Convidados" (TV Cultura), "Jazz Brasil-Cesar's Special"
(TV Cultura), "Ensaio" (TV Cultura), "A Todas as Amizades" (TV Cultura), "Wrap Arround the World" (TV Globo), entre outros.
Durante todos esses anos, entre um trabalho e outro, Cesar nunca deixou de apresentar os concertos de piano-solo, desenvolvendo e pesquisando cada vez mais a
técnica pianística.
Em 1993 assina contrato de dois álbuns com a PolyGram-Brasil: "Natural", com o quarteto formado pelos músicos Marcelo Mariano (baixo), Pantico Rocha
(bateria) e Luis Carlos (percussão), e "Solo Brasileiro", piano-solo, gravado em Los Angeles.
Ainda em 93, produz e faz os arranjos do álbum de Beth Carvalho.
Em abril de 1994, Cesar muda-se para os Estados Unidos.
Ainda em 94, Cesar faz concerto de piano-solo no "Blue Note Jazz Club NY" e, em seguida, vai para o Japão para várias apresentações com Watanabe e com seu
grupo.
Em 1995, faz a trilha de um filme para a televisão japonesa, e vai para o Brasil para co-produzir e fazer os arranjos do álbum de Emilio Santiago ("Perdido de
Amor").
Ainda em 95, faz uma tournée pela América do Sul, apresentando concertos de piano-solo. No Chile, encontra-se com Michel Petrucciani onde fazem um numero
surpresa a quatro mãos.
Em Nova York (1996), faz um concerto no "Ball Room", ao lado do grupo de John Patittucci e, em seguida, monta o Cesar Camargo Mariano Quartet com os
músicos Romero Lubambo (violão), Leo Traversa (baixo) e Mark Walker (bateria) e participam do "Montreux Jazz Festival" num tributo a Elis Regina, com
participações de Milton Nascimento, Pedro C. Mariano e João Bosco.
Vai para o Brasil para fazer vários concertos em São Paulo, em dueto com Romero Lubambo.
Em 1997, com seu Quarteto, convida o saxofonista americano Michael Brecker e a cantora Dianne Reeves para a noite sob seu comando no "Heineken Festival",
em São Paulo e Porto Alegre.
Faz a trilha de dois filmes institucionais sobre o Brasil para a CNN Internacional.
Em outubro, o maestro e produtor Ettore Stratta convida-o a participar do concerto "All Jobim" no Carnegie Hall - NYC. Cesar foi o Diretor Musical e Arranjador do concerto, além de participar, ao lado de Ivan Lins, Leila Pinheiro, Dori Caymmi, Joe Lovano, Sharon Isbin, Eugene Maslov e Al Jarreau.
Em abril, convidado por Ivan Lins, monta um "Duo" para uma série de concertos dentro do projeto "Brasil Musical", no Rio de Janeiro, que conta também com a
participação do músico Romero Lubambo.
Como convidado especial, Cesar embarca para o Japão para vários concertos ao lado de Sadao Watanabe, com os músicos Paulo Braga (bateria), Marcelo
Mariano (baixo), Romero Lubambo (violão) e Café (percussão).
Num "Duo" com o guitarrista Romero Lubambo, Cesar apresenta-se no "Birdland" em Nova York, e no "Jazz Showcase" em Chicago.
Em maio de 99, a convite do maestro Gil Jardim, participa do projeto "Café com Leite", um belíssimo espetáculo com a Orquestra Filarmônica Brasileira.
Apos este concerto, Cesar faz uma tournée "solo" pelo Brasil.
Em setembro, Cesar é novamente convidado pelo Maestro Ettore Stratta, para dirigir o espetáculo "All Jobim" no Carnegie Hall, em Nova York. Desta vez, com a
participação de João Bosco, James Ingram, Simone, Michael Brecker, New York Voices e Paula Robison e o "Duo" formado por Cesar e Romero Lubambo.
Ainda em setembro, Cesar é convidado para apresentar o programa especial da Direct TV, "Som Direto", com a participação de Nana Caymmi, Ivan Lins e Michel
Legrand.
Cesar Camargo Mariano fez arranjos e produziu discos de vários artistas como: Ivan Lins, Milton Nascimento, Joao Bosco, Gal Costa, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethania, Nana Caymmi, Leny Andrade, Djavan, Jorge Benjor, Wilson Simonal, Simone, Armando Manzanero, Sadao Watanabe, Leila Pinheiro, entre muitos outros

DISCOGRAFIA:

"PIANO, VOZ E SENTIMENTO" 1997
"SOLO BRASILEIRO" 1994
"NOS" 1994
"NATURAL" 1993
"CESAR CAMARGO MARIANO" 1989
"MITOS" 1988
"PONTE DAS ESTRELAS" 1988
"PRISMA" 1985
"VOZ E SUOR" 1984
"TODAS AS TECLAS" 1984
"A TODAS AS AMIZADES" 1983
"SAMAMBAIA" 1981
"CESAR C.MARIANO & CIA" 1980
"SAO PAULO - BRASIL" 1978
"JANELAS" 1976
"TOBOGA - SOM TRES" 1971
"SOM TRES II" 1970
"SOM TRES" 1969
"OCTETO DE CESAR CAMARGO MARIANO" 1966
"REENCONTRO COM  SAMBALANCO TRIO" 1965
"RAULZINHO E O SAMBALANCO TRIO"
                         "A Vontade Mesmo" 1965
"LENNIE DALE E O SAMBALANCO TRIO" 1965
"SAMBALANCO TRIO II" 1965
"SAMBALANCO TRIO" 1964
"QUARTETO SABA" 1964

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